Psicólogo Gratuito em Porto Velho

Psicólogo Gratuito em Porto Velho

Encontrar apoio psicológico acessível é fundamental. Segue uma lista de locais em Porto Velho (RO) que oferecem ou já ofereceram atendimento psicológico gratuito ou a custos sociais, com seus respectivos endereços e telefones, quando disponíveis.

É muito importante entrar em contato previamente com os locais para confirmar a disponibilidade de vagas, os horários de atendimento, como funciona o processo de triagem ou agendamento e eventuais taxas sociais (caso se apliquem), pois essas informações podem mudar.

Universidades e Faculdades (Clínicas-Escola de Psicologia):

  • Clínica de Psicologia da FIMCA (Centro Universitário Aparício Carvalho):

    • Endereço: Rua das Araras, nº 241, Bairro Jardim Eldorado, Porto Velho, Rondônia. (Outra unidade da FIMCA mencionada para atendimento geral é Av. Carlos Gomes, 2536 – São Cristóvão).
    • Telefone: (69) 3217-8938 / (69) 3226-9589 (Clínica Escola). Telefone geral FIMCA: (69) 3217-8900.
    • Observações: Oferece atendimento psicológico individual e em grupo. As triagens costumam ser realizadas em dias específicos, por ordem de chegada.
  • Clínica de Psicologia da UNIR (Universidade Federal de Rondônia) – Serviço de Psicologia Aplicada:

    • Endereço: Campus BR-364, Km 9,5 – Zona Rural, Porto Velho – RO, 76801-050. (Também há menção à Unidade Centro: Av. Presidente Dutra, 2965).
    • Telefone: (69) 2182-2025 (pode ser para agendamento ou informações sobre o serviço, às vezes direcionado a acadêmicos, mas também aberto à comunidade dependendo do projeto).
    • E-mail (para um projeto específico de dificuldade escolar, verificar se ainda ativo para outros atendimentos): dificuldade.escolarunir@gmail.com
    • Observações: Oferece atendimento psicológico. Durante a pandemia, muitos atendimentos foram online. É importante verificar a modalidade e disponibilidade atual.
  • Clínica-Escola de Psicologia da Faculdade Católica de Rondônia (FCR):

    • Endereço: Av. Governador Jorge Teixeira, 4100, Bairro Costa e Silva, Porto Velho – RO.
    • Telefone: (69) 99226-7297.
    • E-mail: clinicaescola@fcr.edu.br
    • Observações: Oferece terapia individual para adultos, adolescentes e crianças, triagem psicológica gratuita e grupos terapêuticos. Os atendimentos são realizados por alunos sob supervisão.
  • Centro Universitário São Lucas (Afya):

    • Endereço: R. Alexandre Guimarães, 1927 – Areal, Porto Velho – RO, 76805-846.
    • Telefone: (69) 3211-8001 (geral da instituição, solicitar informações sobre a clínica de psicologia ou o Núcleo de Experiência Discente – NED).
    • WhatsApp NED (para agendamento de atendimento psicopedagógico, verificar se abrange psicologia): (69) 99227-0043.
    • Observações: Oferece atendimento psicopedagógico gratuito aos acadêmicos e pode ter serviços de psicologia abertos à comunidade ou a custos sociais.

Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – Rede Pública de Saúde (SEMUSA e SESAU): Os CAPS são serviços especializados do SUS, com “porta aberta” para acolhimento. A rede é dividida por especialidades. É importante verificar o CAPS de referência para seu bairro ou necessidade.

  • CAPS AD (Álcool e Drogas):

    • Endereço: Av. Guaporé, 3929 – Flodoaldo Pontes Pinto (ou Agenor de Carvalho), Porto Velho – RO, 76820-704 (ou 76820-528).
    • Telefone: (69) 3216-2564 / (69) 98473-2898.
    • Observações: Atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
  • CAPS II – Três Marias (Transtornos Mentais):

    • Endereço: Rua Dom Pedro II, nº 1687 (ou 2687, verificar), Bairro São Cristóvão – 3º Andar (este endereço também é citado para o CAPSi, importante confirmar a localização exata do CAPS II Três Marias).
    • Telefone: (69) 3901-2815 / (69) 98423-2950.
  • CAPS III (Transtornos Mentais Graves e Persistentes):

    • Endereço: R. Equador, 2212 – Nova Porto Velho, Porto Velho – RO, 76820-674.
    • Telefone: (69) 3901-2940.
  • CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil):

    • Endereço: Rua Dom Pedro II, nº 1687 (ou 2687, verificar), Bairro São Cristóvão, Porto Velho – RO, 76801-230.
    • Telefone: (69) 3901-2972 / (69) 98473-6436.
    • Observações: Atende crianças e adolescentes de 5 a 16 anos e 11 meses (com exceções para menores de 5 anos com suspeita de TEA).
  • CAPS Madeira-Mamoré:

    • Endereço: R. Elias Gorayeb, 2576 – Liberdade, Porto Velho – RO, 76804-010.
    • Telefone: (69) 3216-7333.

Outras Instituições e Serviços:

  • Centro de Reabilitação de Rondônia (CERO):

    • Endereço: Rua Petrolina, n. 9960 – Bairro Mariana, Porto Velho – RO.
    • Telefone: (69) 98482-1038.
    • Observações: Oferece atendimentos psicológicos e psicopedagógicos gratuitos para a comunidade em geral, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
  • Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS):

    • Endereço: Rua Quintino Bocaiúva, 1586 – Olaria, Porto Velho – RO, 76801-064.
    • Telefone: (69) 3216-1461.
    • Observações: Oferece atendimento psicológico gratuito para pessoas em situação de vulnerabilidade social, como vítimas de violência.
  • Centro de Valorização da Vida (CVV):

    • Telefone: 188 (ligação gratuita, 24 horas).
    • Site: www.cvv.org.br (oferece chat e e-mail).
    • Observações: Oferece apoio emocional e prevenção do suicídio. É um serviço de escuta sigiloso e anônimo.
  • Policlínica Oswaldo Cruz – Setor de Reabilitação:

    • Endereço: Rua da Beira, nº 5840, Bairro Floresta, Porto Velho, Rondônia.
    • Telefone: (69) 3217-7960.
    • Observações: Verificar se o atendimento psicológico está disponível e como é o acesso.

Recomendações Importantes:

  • Confirmação: Dada a possibilidade de alterações (especialmente em endereços e telefones de CAPS, ou horários e vagas em clínicas-escola), sempre confirme os endereços, telefones e horários de funcionamento antes de se dirigir ao local.
  • Triagem/Agendamento: A maioria dos serviços gratuitos requer um processo de triagem ou agendamento prévio. Informe-se sobre os procedimentos.
  • Vagas: A demanda por atendimento psicológico gratuito é geralmente alta, e pode haver fila de espera em alguns serviços.
  • Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA) de Porto Velho e Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) de Rondônia: São fontes importantes para obter informações atualizadas sobre a rede de atendimento em saúde mental no município e estado.
  • Unidades Básicas de Saúde (UBS): Podem ser a porta de entrada para a rede de saúde mental do SUS, realizando o primeiro acolhimento e encaminhamento, se necessário. Procure a UBS mais próxima de sua residência.

Espero que esta lista seja útil!

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  • Irajá

  • Cordovil

  • Penha

  • Vista Alegre

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  • Botafogo

  • Catete

  • Copacabana

  • Flamengo

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LOCAIS DE ATENDIMENTO

  • Freguesia de Jacarepaguá

  • Gardênia Azul

  • Benfica

  • Santo Cristo

Porto Velho: A Sentinela do Madeira Entre a Saga da Ferrovia e os Horizontes da Saúde Mental

Porto Velho, a capital do estado de Rondônia, é uma cidade forjada pela audácia e pela resiliência, encravada no coração da Amazônia Ocidental, às margens do imponente Rio Madeira. Sua história é indissociável da épica e trágica construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), a “Ferrovia do Diabo”, que no início do século XX rasgou a floresta para escoar a borracha boliviana e brasileira. Esta metrópole de mais de 460 mil habitantes (estimativa IBGE) é um caldeirão de influências culturais, um polo de desenvolvimento em uma fronteira dinâmica e um portal para a vasta biodiversidade amazônica. No entanto, essa identidade singular, marcada por ciclos de progresso, desafios socioambientais e uma população diversificada, também molda o panorama e as necessidades do cuidado com a saúde mental de seus cidadãos. Este texto, com informações contextuais até 21 de maio de 2025, propõe uma imersão na alma porto-velhense, explorando sua história, sua cultura e, de forma central, o cenário da saúde mental na cidade, seus avanços, obstáculos e as perspectivas para um futuro onde o bem-estar psíquico seja um pilar fundamental de seu desenvolvimento na Amazônia.

Porto Velho: Da “Ferrovia do Diabo” à Capital Rondoniense – História, Cultura e Natureza

A gênese de Porto Velho está umbilicalmente ligada à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), entre 1907 e 1912. A ferrovia, um empreendimento monumental e arriscado, foi construída em meio a condições adversas – doenças tropicais, ataques indígenas e a densa floresta amazônica – ceifando a vida de milhares de trabalhadores de diversas nacionalidades. O objetivo era vencer as cachoeiras do Rio Madeira, permitindo o transporte da borracha da Bolívia e do Acre até o Oceano Atlântico. Porto Velho surgiu como um acampamento de trabalhadores e ponto estratégico para a ferrovia, tornando-se seu principal porto e centro administrativo. O complexo da EFMM, com seus galpões, locomotivas e o museu, é hoje o principal patrimônio histórico e turístico da cidade, um testemunho silencioso dessa saga.

Antes da ferrovia, a região era habitada por diversos povos indígenas. Com a criação do Território Federal do Guaporé em 1943 (posteriormente renomeado Território Federal de Rondônia em 1956 e elevado à condição de estado em 1981), Porto Velho consolidou-se como sua capital. A cidade vivenciou diferentes ciclos de crescimento, impulsionados pela exploração da borracha, da cassiterita, do ouro e, mais recentemente, pela expansão da fronteira agrícola e pela construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau no Rio Madeira. Esses ciclos atraíram migrantes de todas as partes do Brasil, especialmente do Nordeste, Sul e Sudeste, contribuindo para a formação de uma identidade cultural diversificada.

A natureza é um elemento dominante em Porto Velho. O Rio Madeira, um dos maiores afluentes do Rio Amazonas, define a paisagem e o ritmo da cidade. A orla fluvial oferece espaços de lazer e contemplação. O Parque Natural de Porto Velho (Parque Ecológico) e outras áreas de preservação no entorno permitem o contato com a fauna e flora amazônicas. O clima é equatorial, quente e úmido, com uma estação chuvosa e outra menos chuvosa.

A cultura porto-velhense é um reflexo dessa mistura de origens e da vivência amazônica. O boi-bumbá, com suas variações locais, e as festas juninas são manifestações populares importantes. A influência nordestina é marcante na música, na culinária e nos costumes. A proximidade com a Bolívia também adiciona um tempero particular. O artesanato local utiliza materiais da floresta, como sementes, fibras, madeira e argila, para criar peças que expressam a identidade regional, incluindo biojoias e cerâmicas.

A gastronomia explora os sabores intensos dos peixes amazônicos, como o tambaqui (famoso assado na brasa com suas “bandas” e “costelas”), o pirarucu, o tucunaré e o jaraqui. Pratos como o tacacá, o vatapá, a maniçoba e o pato no tucupi (com influências paraenses) são apreciados. Frutas regionais como o açaí, o cupuaçu, o buriti, a pupunha e a castanha-do-pará enriquecem sucos, sorvetes e pratos diversos. A farinha d’água, produzida a partir da mandioca, é um acompanhamento indispensável.

Economicamente, Porto Velho tem uma base significativa no setor público, como capital estadual. O comércio, os serviços, o agronegócio em expansão no estado e a exploração de recursos naturais são outros pilares. A construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, nas últimas décadas, trouxe um grande impacto socioeconômico, com um influxo de trabalhadores, investimentos em infraestrutura e também desafios ambientais e sociais.

Entre os marcos da cidade, além do complexo da EFMM, destacam-se as Três Caixas d’Água (ou Três Marias), reservatórios elevados construídos no início do século XX, que se tornaram um ícone de Porto Velho. A Catedral Sagrado Coração de Jesus e o Mercado Central também são pontos de referência.

Saúde Mental em Porto Velho: Desafios e Avanços na Fronteira Amazônica

A saúde mental da população de Porto Velho, inserida no contexto de uma capital amazônica de fronteira, com uma história de ciclos econômicos intensos, migrações e desafios socioambientais, apresenta particularidades que demandam um olhar atento e estratégias de cuidado específicas.

A Estrutura da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) Porto-Velhense:

Porto Velho tem buscado estruturar sua Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) através do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de oferecer um cuidado comunitário, territorializado e em consonância com os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Essa rede é composta por:

  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): São os principais dispositivos de cuidado especializado em saúde mental. Porto Velho conta com diferentes modalidades:

    • CAPS II (como o Três Marias e o Madeira-Mamoré): Para atendimento a adultos com transtornos mentais graves e persistentes.
    • CAPS AD (Álcool e outras Drogas): Oferece cuidado especializado para pessoas com necessidades decorrentes do uso problemático de álcool e outras substâncias psicoativas.
    • CAPS III: Com funcionamento 24 horas, para acolhimento integral de casos mais graves de transtornos mentais.
    • CAPSi (Infantojuvenil): Destinado ao cuidado de crianças e adolescentes com transtornos mentais. Estes centros funcionam em regime de porta aberta, oferecendo acolhimento, acompanhamento multiprofissional e diversas atividades terapêuticas.
  • Atenção Primária à Saúde (APS): As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF) são a porta de entrada do SUS e desempenham um papel fundamental na identificação precoce de problemas de saúde mental, no manejo de casos leves e moderados, na promoção da saúde mental e na articulação com os CAPS e outros serviços especializados.

  • Instituições de Ensino Superior: Universidades e faculdades como o Centro Universitário Aparício Carvalho (FIMCA), a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), a Faculdade Católica de Rondônia (FCR) e o Centro Universitário São Lucas (Afya) mantêm clínicas-escola ou serviços de psicologia aplicada que oferecem atendimento psicológico gratuito ou a custos sociais para a comunidade. Esses serviços são cruciais para ampliar o acesso e para a formação de novos profissionais, especialmente em uma região com carência de especialistas.

  • Serviços Especializados e de Apoio Comunitário: O Centro de Reabilitação de Rondônia (CERO) pode oferecer suporte psicológico. Os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) atendem pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo vítimas de violência, que frequentemente necessitam de apoio psicológico. A Policlínica Oswaldo Cruz também pode ter serviços de reabilitação com componente psicológico. O Centro de Valorização da Vida (CVV), através do telefone 188, oferece apoio emocional vital.

Desafios Singulares no Cuidado Psicossocial na Amazônia Rondoniense:

A garantia de um cuidado em saúde mental abrangente e de qualidade em Porto Velho e em Rondônia enfrenta obstáculos particulares:

  • Acesso e Equidade: As vastas distâncias territoriais de Rondônia, a dificuldade de acesso a comunidades ribeirinhas, indígenas e rurais, e a concentração de serviços especializados na capital impõem barreiras geográficas e logísticas significativas. Mesmo em Porto Velho, a rápida expansão urbana pode dificultar a cobertura equitativa.
  • Estigma e Barreiras Culturais: O estigma em relação aos transtornos mentais pode ser influenciado por fatores culturais específicos de uma região de fronteira, com uma população diversificada e, por vezes, com concepções tradicionais sobre saúde e doença que podem retardar a busca por ajuda profissional.
  • Impactos Socioeconômicos, Ambientais e Vulnerabilidades da Fronteira: A pobreza, o desemprego, a violência (associada, por exemplo, ao garimpo ilegal e ao narcotráfico em áreas de fronteira), os impactos socioambientais de grandes obras (como as hidrelétricas) e os ciclos de migração podem gerar estresse crônico e aumentar a vulnerabilidade a transtornos mentais. Populações indígenas e ribeirinhas enfrentam pressões específicas sobre seus modos de vida e territórios.
  • Recursos Humanos, Financeiros e de Infraestrutura: A atração e fixação de profissionais de saúde mental qualificados (psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais) na região amazônica é um desafio constante. O subfinanciamento crônico do SUS e a necessidade de adequação da infraestrutura dos serviços também são obstáculos.
  • Questões Específicas: O uso problemático de álcool e outras drogas, especialmente em um contexto de fronteira e vulnerabilidade social; a saúde mental de povos indígenas, que requer abordagens culturalmente sensíveis e respeitosas à sua autonomia; o impacto psicossocial do isolamento e das rápidas transformações sociais são temas que demandam atenção prioritária.

Resiliência e Perspectivas de Avanço no Cuidado à Mente:

Apesar do cenário complexo, Porto Velho e Rondônia demonstram resiliência e buscam caminhos para fortalecer o cuidado em saúde mental:

  • Políticas Públicas e o Fortalecimento da Rede: Esforços por parte das gestões municipal e estadual buscam expandir e qualificar a RAPS, com foco na interiorização dos serviços, na capacitação de profissionais e na implementação de programas de prevenção e promoção da saúde mental.
  • O Protagonismo da Academia: As instituições de ensino superior locais desempenham um papel vital na formação de recursos humanos, na pesquisa científica voltada para as realidades amazônicas e no desenvolvimento de projetos de extensão que levam cuidado e informação às comunidades.
  • Conscientização, Educação em Saúde e a Luta Antimanicomial: Campanhas de conscientização, como o “Janeiro Branco” e o “Setembro Amarelo”, buscam combater o estigma e promover a importância do cuidado com a saúde mental. Movimentos sociais também atuam na defesa dos direitos das pessoas com transtornos mentais.
  • A Busca por um Cuidado Humanizado, Territorial, Intersetorial e Culturalmente Adequado: Reconhece-se cada vez mais a necessidade de um cuidado em saúde mental que seja humanizado, que respeite a autonomia e a cultura dos indivíduos, que seja construído no território em diálogo com as comunidades, e que se articule com outras políticas setoriais (assistência social, educação, meio ambiente, justiça, cultura) para promover a saúde mental de forma integral e adaptada ao contexto amazônico.Porto Velho, o Legado da Resiliência e o Futuro da Saúde Mental na Amazônia

Porto Velho, a cidade que nasceu da ousadia de construir uma ferrovia em plena selva, carrega em seu DNA a marca da superação e da adaptação. Sua história é um testemunho da capacidade humana de enfrentar desafios imensos. No campo da saúde mental, os desafios não são menores, refletindo as complexidades de uma capital amazônica em constante transformação, na fronteira do desenvolvimento e da preservação.

A jornada para construir um sistema de saúde mental verdadeiramente acessível, equitativo, culturalmente competente e resolutivo em Porto Velho exige um compromisso contínuo de todos os setores da sociedade. Ao valorizar seus profissionais, fortalecer suas redes de cuidado, investir em estratégias inovadoras que considerem as especificidades amazônicas e, acima de tudo, combater o estigma com informação e acolhimento, Porto Velho pode não apenas melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos, mas também se tornar um exemplo de como promover o bem-estar psíquico em um dos ambientes mais desafiadores e fascinantes do planeta. Que o espírito pioneiro que deu origem à cidade inspire também a construção de um futuro onde a saúde da mente seja um patrimônio tão valorizado quanto a sua rica história e a exuberância da floresta que a cerca.