Psicólogo Gratuito em Campo Grande Mato Grosso do Sul

Psicólogo Gratuito em Campo Grande Mato Grosso do Sul

Encontrar apoio psicológico acessível é muito importante. Segue uma lista de locais em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, que oferecem atendimento psicológico gratuito ou a custos sociais, com seus respectivos endereços e telefones.

É fundamental entrar em contato previamente com os locais para confirmar a disponibilidade, horários de atendimento, eventuais taxas sociais e os procedimentos para agendamento ou triagem.

Universidades (Clínicas-Escola de Psicologia):

  • Serviço Escola de Psicologia (SEP) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul):

    • Endereço: Cidade Universitária, s/n – Bairro Universitário, Campo Grande – MS (Ao lado do Instituto Integrado em Saúde – IIS, setor 2, entrada pela Av. Costa e Silva).
    • Telefone: (67) 3345-7245 ou (67) 3345-7802.
    • E-mail: sep.fach@ufms.br
    • Observações: Oferece atendimento psicológico individual e em grupo para adolescentes e adultos. Atendimento prioritário para pessoas com baixa renda e que não possuam plano de saúde. Funcionamento geralmente de segunda a sexta-feira, em horários específicos (confirmar por telefone).
  • Clínica-Escola de Psicologia da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco):

    • Endereço: Av. Tamandaré, 6000 – Jardim Seminário, Campo Grande – MS (Bloco B).
    • Telefone: (67) 3312-3710, (67) 3312-3705, (67) 3312-3638 ou WhatsApp (67) 3312-3300.
    • Observações: Oferece atendimento psicológico (psicoterapia individual com orientação analítica, avaliação psicológica). O atendimento pode ser gratuito ou a custo social, dependendo da avaliação socioeconômica. Funcionamento de segunda a sexta-feira, das 07h às 22h (confirmar horários de agendamento).
  • Clínica Escola de Psicologia da Unigran Capital:

    • Endereço: Rua Abrão Júlio Rahe, 325 – Centro, Campo Grande – MS.
    • Telefone: (67) 3389-3362 ou (67) 99206-5326.
    • E-mail: clinicaescolacg.psicologia@unigran.br
    • Observações: Oferece atendimento psicológico individual e em grupo para a comunidade. Funcionamento de segunda à sexta-feira, das 08:00h às 21:00h; e aos sábados, das 08:00h às 12:00h (confirmar disponibilidade e agendamento).
  • Clínica-Escola de Psicologia da Uniderp:

    • Endereço: Rua Ceará, 333 – Miguel Couto, Campo Grande – MS. Outra fonte menciona: Rua Ricardo Brandão, nº 900, bairro Itanhangá Park (confirmar o endereço correto).
    • Telefone: (67) 3348-8258 ou (67) 3348-8394.
    • Observações: Oferece atendimento psicológico à população. Pode haver contribuição de uma taxa social.

Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): (Serviços especializados do SUS para transtornos mentais e/ou dependência química. O acesso geralmente ocorre por demanda espontânea ou encaminhamento.)

  • CAPS II Vila Margarida (ou CAPS II “Marley Maciel Elias Massulo”):

    • Endereço: Rua Itambé, 2939, Jardim Vitrine (ou Vila Margarida). Outra fonte menciona: Avenida Manoel da Costa Lima, 3272 – Bairro Guanandi (Este endereço também é citado para o CAPSi, verificar qual CAPS está neste local).
    • Telefone: (67) 3314-3871 ou (67) 3314-3144 / (67) 2020-1895 (Recepção).
    • Horário: Segunda a sexta-feira, das 07h às 17h (acolhimento geralmente até as 19h, confirmar).
  • CAPS III Aero Rancho:

    • Endereço: Avenida Rachel de Queiroz, s/n – Bairro Aero Rancho.
    • Telefone: (67) 3314-6415 / (67) 2020-1899 (Recepção) / (67) 2020-1901 / (67) 2020-1902.
    • Horário: Aberto 24 horas.
  • CAPS III “Afrodite Dóris Contis” (Jardim dos Estados):

    • Endereço: Rua 7 de Setembro, 1.979 – Esquina com Rua Bahia – Jardim dos Estados. Outra fonte: Rua Monte Pascoal, 366, Vila Planalto (confirmar o endereço correto).
    • Telefone: (67) 2020-1897 (Recepção) / (67) 2020-1898. Outra fonte: (67) 3314-3185 / (67) 3314-3188.
    • Horário: Aberto 24 horas (segundo algumas fontes, outras mencionam segunda à sexta-feira das 07h às 17h – confirmar).
  • CAPS AD III (Álcool e Drogas) “Márcia Zen” – Guanandi:

    • Endereço: Avenida Manoel da Costa Lima, 3272 (Antigo CRS Guanandy) – Bairro Guanandi. Outra fonte: Rua Raul Maluf, s/n – Guanandi. (Verificar o nome da rua exato, mas a Av. Manoel da Costa Lima é frequentemente citada).
    • Telefone: (67) 2020-2267.
    • Horário: Aberto 24 horas.
  • CAPS AD II (Álcool e Drogas) “Drª. Fátima M. M. Medeiros”:

    • Endereço: Rua Joaquim Murtinho, 1786 (ou 1463) – Bairro Itanhangá (ou Centro/Antônio Vendas). (Confirmar número e bairro).
    • Telefone: (67) 3314-6627 ou (67) 3314-3756 / (67) 3314-3280 / (67) 3314-3769.
    • Horário: Segunda a sexta-feira, das 07h às 17h.
  • CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil):

    • Endereço: Avenida Manoel da Costa Lima, 3272, Guanandi. Outra fonte: Travessa Ana Vani, 44, Jardim dos Estados. Outra fonte: Rua Anhanduí, 436 – Centro. (É crucial confirmar o endereço correto devido às divergências).
    • Telefone: (67) 3314-6337 ou (67) 2020-2084 / 2020-2085 / 2020-2086. Outra fonte: (67) 3314-3874 / 3314-3952 (para o endereço da Trav. Ana Vani). Outra fonte: (67) 3314-1526 (para o endereço da R. Anhanduí).
    • E-mail: capsinfantil@hotmail.com.br
    • Horário: Segunda a sexta-feira, das 07h às 17h.
  • CAPS Pós-Trauma:

    • Endereço: Rua Sebastião Lima, 1323. Outra fonte menciona: Rua Marechal Hermes, 854 – Vila Almeida (Este endereço também é citado para o CAPS III Vila Almeida, verificar a localização correta do CAPS Pós-Trauma).
    • Telefone: (67) 3314-9963. Outra fonte: (67) 2020-7021 / (67) 2020-9963.
    • Horário: 07h às 11h e 13h às 17h.

Outras Iniciativas:

  • Projeto “Quem Ama Cuida” (Prefeitura de Campo Grande – SEJUV):

    • Público: Jovens.
    • Informações: WhatsApp (67) 99131-4671.
    • Observações: Oferece atendimento psicossocial gratuito. Verificar como funcionam os agendamentos e locais de atendimento através do contato.
  • Centro de Valorização da Vida (CVV):

    • Telefone: 188 (ligação gratuita).
    • Site: www.cvv.org.br (possui chat).
    • Observações: Oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, 24 horas por dia, todos os dias.

Recomendações Importantes:

  • Confirme as Informações: Devido à possibilidade de alterações em endereços, telefones ou horários de funcionamento, é sempre recomendável ligar para o local desejado antes de se dirigir a ele.
  • Documentos: Verifique se há necessidade de levar documentos específicos para o primeiro atendimento ou triagem.
  • Filas de Espera: Alguns serviços gratuitos podem ter alta demanda e, consequentemente, filas de espera. Informe-se sobre o processo.

Espero que esta lista seja útil!

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LOCAIS DE ATENDIMENTO

  • Irajá

  • Cordovil

  • Penha

  • Vista Alegre

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  • Botafogo

  • Catete

  • Copacabana

  • Flamengo

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LOCAIS DE ATENDIMENTO

  • Freguesia de Jacarepaguá

  • Gardênia Azul

  • Benfica

  • Santo Cristo

Campo Grande, a Cidade Morena: Vitalidade do Cerrado e os Contornos da Saúde Mental

Campo Grande, a capital do Mato Grosso do Sul, ergue-se no vasto planalto do Centro-Oeste brasileiro como um exemplo singular de planejamento urbano, desenvolvimento pujante e uma identidade cultural rica, forjada no encontro de diversas tradições. Conhecida carinhosamente como “Cidade Morena”, em alus à cor de sua terra fértil e à beleza de seus ipês floridos, a metrópole com mais de 898 mil habitantes (IBGE, 2022) é um polo de atração econômica e um lar que oferece uma qualidade de vida admirada. Contudo, por trás da fachada de avenidas largas e parques arborizados, pulsam as complexidades da vida urbana moderna, incluindo a crescente necessidade de atenção e cuidado com a saúde mental de sua população. Este texto se propõe a explorar as múltiplas facetas de Campo Grande, desde sua história e efervescência cultural até o panorama atual da saúde mental na cidade, seus desafios e as iniciativas que buscam promover o bem-estar psíquico de seus cidadãos.

Campo Grande: Um Mosaico de História, Cultura e Natureza no Coração do Brasil

A história de Campo Grande remonta a 1872, quando José Antônio Pereira, vindo de Minas Gerais, fincou raízes na confluência dos córregos Prosa e Segredo, atraído pela fertilidade da terra e pelas pastagens naturais. O pequeno povoado, inicialmente chamado Arraial de Santo Antônio de Campo Grande, cresceu impulsionado pela pecuária e, posteriormente, pela chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, no início do século XX, que a conectou a São Paulo e à Bolívia, consolidando sua vocação como entreposto comercial e polo de desenvolvimento regional. A divisão do estado de Mato Grosso em 1977, que deu origem ao Mato Grosso do Sul, elevou Campo Grande ao status de capital, acelerando ainda mais seu crescimento e sua importância política e econômica.

A “Cidade Morena” orgulha-se de seu planejamento urbano, com ruas e avenidas largas e arborizadas, que facilitam a circulação e conferem um aspecto organizado e agradável. A forte presença de árvores nativas e ornamentais não é apenas um deleite visual, mas também um elemento crucial para amenizar o clima quente e seco característico do Cerrado.

A identidade cultural campo-grandense é um vibrante mosaico, resultado da confluência de diversas etnias e tradições. A influência dos povos indígenas originários se mescla à herança dos migrantes paulistas, mineiros, gaúchos (que trouxeram o apreço pelo churrasco e pelo chimarrão, adaptado localmente como o refrescante tereré), e também de imigrantes paraguaios, bolivianos, japoneses, árabes e de outras nacionalidades. Essa diversidade se reflete na culinária, na música, nas festas populares e nos costumes locais.

A gastronomia é um capítulo à parte. O tereré, consumido em rodas de amigos e familiares, é um símbolo da hospitalidade local. Pratos como a sopa paraguaia (um tipo de bolo de milho salgado), a chipa (pão de queijo com formato de ferradura), o arroz carreteiro, o churrasco com mandioca amarela e, de forma emblemática, o sobá da Feira Central (um macarrão de origem japonesa adaptado ao paladar local, servido com carne, omelete e cebolinha) são iguarias que revelam a riqueza dessa fusão cultural. A Feira Central, aliás, é um patrimônio cultural e imaterial do Brasil, ponto de encontro e celebração da diversidade.

A vida cultural é animada por eventos, espaços como a Morada dos Baís (centro cultural com exposições e apresentações musicais), o Museu de Arte Contemporânea (MARCO) e o Museu das Culturas Dom Bosco, que abriga um vasto acervo sobre a biodiversidade e as culturas indígenas. O Parque das Nações Indígenas, um dos maiores parques urbanos do mundo dentro de um perímetro urbano, é o cartão-postal da cidade, oferecendo amplas áreas verdes, lagos, pistas de caminhada e espaços para lazer e contemplação, sendo um refúgio para os campo-grandenses. Outro complexo importante é o Parque dos Poderes, que concentra as sedes dos poderes executivo, legislativo e judiciário do estado, em meio a uma vasta área de preservação do Cerrado.

Economicamente, Campo Grande se destaca como um importante centro de serviços, comércio e agronegócio, sendo um polo logístico fundamental para o escoamento da produção agropecuária do estado. A cidade tem atraído investimentos em diversos setores, buscando diversificar sua economia e gerar novas oportunidades.

Saúde Mental em Campo Grande: Desafios e Horizontes de Cuidado na “Cidade Morena”

Em sintonia com o crescimento e a complexificação da vida urbana, a saúde mental da população campo-grandense tem demandado atenção crescente. As pressões do cotidiano, os desafios socioeconômicos e as particularidades da vida na capital sul-mato-grossense convergem para um cenário onde o cuidado com o bem-estar psíquico se torna cada vez mais essencial.

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) em Campo Grande:

O Sistema Único de Saúde (SUS) organiza a assistência em saúde mental através da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que busca oferecer um cuidado comunitário, territorializado e multiprofissional. Em Campo Grande, essa rede é composta por diversos dispositivos:

  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): São serviços especializados de porta aberta que oferecem atendimento a pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e àquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. A cidade conta com diferentes modalidades:

    • CAPS II: Para adultos com transtornos mentais severos.
    • CAPS III: Funciona 24 horas, incluindo feriados e finais de semana, oferecendo acolhimento integral e leitos para curta permanência.
    • CAPS AD (Álcool e Drogas): Especializados no atendimento a usuários de substâncias psicoativas, incluindo o CAPS AD III com funcionamento 24 horas.
    • CAPSi (Infantojuvenil): Voltado para o atendimento de crianças e adolescentes.
    • CAPS Pós-Trauma: Um serviço mais específico, voltado para o atendimento de pessoas que vivenciaram situações traumáticas. A distribuição e a capacidade de atendimento desses centros são cruciais para garantir o acesso da população que deles necessita.
  • Atenção Primária à Saúde (APS): As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF) são a porta de entrada do SUS e desempenham um papel vital na identificação precoce de problemas de saúde mental, no manejo de casos leves e moderados, na prevenção e no encaminhamento para serviços especializados. O apoio matricial, onde equipes dos CAPS dão suporte às equipes da APS, é uma estratégia para qualificar esse cuidado.

  • Clínicas-Escola Universitárias: Campo Grande possui importantes instituições de ensino superior com cursos de Psicologia que mantêm clínicas-escola, como a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), a Uniderp e a Unigran Capital. Esses espaços oferecem atendimento psicológico gratuito ou a custos sociais para a comunidade, cumprindo um papel social relevante e contribuindo para a formação de novos profissionais.

  • Serviços Hospitalares: Em casos de crise aguda, hospitais gerais podem oferecer suporte e, idealmente, leitos de retaguarda psiquiátrica. A SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também é acionada em situações emergenciais.

  • Iniciativas Complementares e da Sociedade Civil: Organizações como o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio através do telefone 188, são fundamentais. Projetos municipais como o “Quem Ama Cuida”, voltado para jovens, e outras iniciativas comunitárias também somam esforços na promoção da saúde mental.

Os Desafios Enfrentados na Busca pelo Bem-Estar Psíquico:

Apesar da estrutura existente, a garantia de um cuidado em saúde mental universal e de qualidade em Campo Grande enfrenta obstáculos significativos:

  • Acesso e Demanda: A demanda por serviços de saúde mental frequentemente supera a capacidade de atendimento, resultando em filas de espera, especialmente para acompanhamento psicoterapêutico contínuo. A extensão territorial da cidade e a distribuição dos serviços podem impor barreiras geográficas para alguns munícipes.
  • O Peso do Estigma: O preconceito e a desinformação sobre transtornos mentais ainda são barreiras importantes. Muitas pessoas relutam em buscar ajuda por medo do julgamento social ou por não reconhecerem seus sintomas como uma condição de saúde que necessita de tratamento.
  • Fatores Socioeconômicos e Vulnerabilidades: Desigualdade social, desemprego, violência (urbana e doméstica), pobreza e dificuldades de acesso a direitos básicos são fatores de risco que impactam negativamente a saúde mental. Populações em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas em situação de rua, indígenas urbanos, e comunidades periféricas, podem ter dificuldades adicionais para acessar os cuidados.
  • Recursos Humanos e Financeiros: A necessidade de mais profissionais qualificados (psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros especializados) na rede pública é um desafio constante, assim como a garantia de financiamento adequado para a expansão e manutenção dos serviços da RAPS.
  • Particularidades Regionais: A cultura do interior, o impacto do agronegócio na dinâmica social e econômica, e as especificidades da saúde mental em áreas rurais ou de difícil acesso no entorno da capital são aspectos que demandam abordagens sensíveis e contextualizadas. A questão do uso abusivo de álcool e outras drogas também é um problema de saúde pública relevante.

Semeando Esperança: Iniciativas e Perspectivas para a Saúde Mental Campo-Grandense:

Mesmo diante dos desafios, Campo Grande demonstra um movimento crescente em prol da saúde mental, com diversas iniciativas e perspectivas promissoras:

  • Políticas e Programas Municipais e Estaduais: A gestão pública tem buscado fortalecer a RAPS, ampliar o acesso e qualificar os serviços, embora os desafios orçamentários e estruturais persistam.
  • O Papel da Academia e da Comunidade: As universidades são centros nevrálgicos não apenas na oferta de serviços, mas também na formação de profissionais, na pesquisa científica voltada para as necessidades locais e em projetos de extensão comunitária. A participação da sociedade civil, de conselhos de saúde e de associações de usuários e familiares é crucial para o controle social e a construção de políticas mais eficazes.
  • Conscientização e Educação em Saúde: Campanhas como o “Janeiro Branco” (dedicado à conscientização sobre a saúde mental) e o “Setembro Amarelo” (prevenção ao suicídio) ganham cada vez mais visibilidade e adesão na cidade, ajudando a quebrar tabus e a incentivar a busca por ajuda.
  • Abordagens Integrativas e Intersetoriais: Há um reconhecimento crescente da importância de abordagens que integrem a saúde mental com outras áreas, como assistência social, educação, cultura, esporte e lazer, promovendo um cuidado mais holístico e preventivo.

Cuidar da Mente para Florescer na Cidade Morena

Campo Grande, com sua atmosfera que mescla a tranquilidade interiorana à dinâmica de uma capital em expansão, é uma cidade de grande potencial e qualidade de vida. A “Cidade Morena” encanta por sua arborização, sua cultura multifacetada e a hospitalidade de seu povo. No entanto, para que essa vitalidade se traduza em bem-estar integral para todos os seus cidadãos, o cuidado com a saúde mental precisa ser uma prioridade contínua e crescente.

Enfrentar os desafios do estigma, ampliar o acesso a serviços de qualidade, investir em profissionais e promover uma cultura de cuidado e acolhimento são passos fundamentais nessa jornada. A resiliência e a capacidade de articulação da comunidade campo-grandense, aliadas ao compromisso dos gestores e profissionais de saúde, são a base para construir um futuro onde a saúde mental seja valorizada como um pilar essencial para o desenvolvimento individual e coletivo. Assim, a beleza dos ipês que colorem Campo Grande poderá refletir, cada vez mais, a saúde e a esperança florescendo na mente e no coração de sua gente.